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Resíduos Sólidos

ResiduosClasse1Os principais resíduos sólidos gerados no processo correspondem ao lodo biológico produzido no tratamento de efluentes, às cascas de Eucalipto, à lama de cal (CaCO3) e outros materiais alcalinos de sua da planta de caustificação (Dregs e Grits), além dos rejeitos da depuração da polpa marrom e branqueada, entulhos de obras civis, lixo institucional e mais recentemente, às fibras provenientes do tratamento primário de efluentes. Todos estes resíduos são considerados como de Classe II (não-inertes) pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

A CENIBRA vem desenvolvendo novas estratégias para a gestão de seus resíduos sólidos, pautada nos três pilares básicos da sustentabilidade ambiental: a redução, a reutilização e a reciclagem. Diversos trabalhos foram conduzidos pelas áreas de produção, utilidades, administração, suprimentos, meio ambiente e atividades florestais, com o objetivo de definir, planejar e implantar metas para transformar a gestão de resíduos em uma unidade de negócios, tanto ambiental quanto comercialmente viável e rentável. Ao longo do ano foram implantadas diversas ferramentas de controle para a real quantificação dos resíduos gerados, sua destinação e reaproveitamento, com destaque especial para as recomendações florestais para aplicação de resíduos nos plantios de Eucalipto da empresa.

Além do uso da lama de cal como corretivo de solo, está sendo desenvolvida a utilização do Dregs como fonte de cálcio e magnésio nos plantios, após enriquecimento com Dolomita Calcinada, resíduo industrial do setor siderúrgico rico em Magnésio. O Grits possui forte indicação como estabilizador de solos em estradas florestais (tese de doutorado), as cinzas dos precipitadores eletrostáticos das caldeiras a biomassa vêm sendo aplicadas no campo, como fonte adicional de potássio e fósforo e as cascas não utilizadas como combustível, estão sendo compostadas com lodo biológico da ETB e posteriormente aplicadas nos plantios florestais, disponibilizando o nitrogênio e outros nutrientes para as culturas, além de proporcionar a proteção física e a manutenção da umidade do solo. A reutilização e a rec iclagem destes materiais proporcionará uma significativa redução nos custos de aquisição de insumos florestais, transporte e disposição destes resíduos, aumentando de forma significativa a vida útil do aterro industrial.

ResiduosClasse2

Células de Resíduos Classe I

A disposição de resíduos considerados perigosos (Classe I), tais como óleos, graxas, embalagens de agroquímicos, baterias, lâmpadas fluorescentes, ocorre de forma específica, após segregação na Central de Triagem de Resíduos (CTR). Os materiais que não possuem destinação correta ou tecnicamente não implementada são enviados para a célula de resíduos perigosos, dotada de diversas facilidades e segurança para o manejo destes materiais.

Coleta Seletiva

O programa de coleta seletiva de lixo institucional foi consolidado na empresa desde 2001, apresentando reduções significativas na geração deste resíduo ao longo dos anos, contribuindo para a redução progressiva dos resíduos enviados ao aterro industrial.

Concomitantemente à redução nos quantitativos, o aumento de seletividade do lixo institucional indica que as contaminações com resíduos perigosos (óleos, graxas, etc.) estão sendo controladas. A condição crítica na geração de resíduos desta natureza corresponde às paradas para manutenção (GSD), onde o controle foi implementado por meio de um programa de monitores treinados, tanto da empresa quanto de terceiros, para a fiscalização e orientação nas operações envolvendo diversos tipos de resíduos.